BOITATÁ E A CHAVE DE OURO
Escrito por Robson dos Santos, com Bonecos de Maria Danielle Oliveira Silva
Dois visinhos, um rico e o outro pobre vivem sempre na desconfiança um do outro. Um não entende como o outro é tão rico, e o rico, não entende como pode o visinho não gostar de trabalhar. Mas chega o momento em que um vai descobrir o segredo do outro. O pobre, esperto, cheio das idéias pra se dar bem, e o rico guarda um tesouro protegido pelo Boitatá... Agora eles querem desmascarar um ao outro e inventam e colocam armadilhas. Quem será que vai se dar bem. Uma bem humorada história do tempo do Jeca Tatu adaptada de uma variação da lenda da "Boitatá"
Toma aqui a chave de ouro. Guarde bem no fundo da sua guela e não a dê pra ninguém. Seja uma boa Tatá e lhe arranjo uns ratinhos pro almoço...
As histórias e causos do interior de São Paulo e Minas gerais trazem sempre figuras típicas, algumas representantes de classes sociais distintas. Esta história é um bom exemplo: o pobre e o rico.
O "jeitinho" brasileiro já vem de muito tempo, e acompanha, principalmente, os personagens tipicamente "malandros" e que sempre estão as voltas com idéias para se dar bem e ganhar dinheiro
Em "A Chave de Ouro" há o comfronto de duas classes sociais bem definidas, e uma visão, mesmo que rápida, do que uma pensa da outra, de forma geral.
Inveja, soberba, esperteza são alguns dos temperos que envolvem os personagens, cada qual querendo se dar bem a custas do outro.
É neste momento que a "Boitatá" entra pra resolver o conflito. Nem sempre a prudência anda do lado da ganância e a história tem suas reviravoltas...





